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Duas soluções para enfrentar a subida dos juros

Fixar a taxa de juro do crédito é uma das soluções que as famílias têm para evitarem surpresas na mensalidade do empréstimo à habitação. Garante uma estável, durante um determinado período (cerca de cinco anos), mas como tudo, tem um preço. É mais caro, à partida, do que se contratasse um crédito com taxa variável. 

Enquanto num empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos, com um “spread” de 1%, ficaria a pagar uma mensalidade de 370 euros, com base na Euribor a três meses, no caso da taxa fixa, a prestação seria de 451 euros. A culpa é do indexante (contrato futuro) que está nos 2,549%. 

Há, assim, à partida uma diferença de quase 100 euros por mês. Mas esta pode ser compensada ao longo do tempo. Será que compensa fixar a taxa, agora? Os cálculos do Negócios revelam que não. Optar pela taxa fixa (que pode implicar uma revisão do “spread” no caso de contratos já existentes) terá um custo acrescido de quase 20 mil euros no total do crédito, em comparação com um empréstimo de taxa variável. Neste último caso, o custo total de um financiamento de 100 mil euros ascende a 175 mil euros. 

Ao escolher um crédito de taxa fixa ficará a pagar uma prestação mais elevada do que com uma taxa variável, pelo menos, durante três anos e meio, dos cinco considerados na simulação realizada pelo Negócios. Após este período, passará para uma taxa variável que, na altura, deverá estar nos 4,5% de acordo com os contratos futuros sobre a Euribor até 2015.

Amortizar o crédito
Nos últimos dois anos, os portugueses beneficiaram de taxas de juro historicamente baixas, passando a pagar ao banco bem menos pelo crédito da casa. Quem conseguiu amealhar uma poupança durante este período, tem agora uma “arma” extra contra a subida dos juros que se prevê para o próximo ano: amortizar. 

Ao pagar ao banco uma parte do capital em dívida irá baixar a prestação mensal, bem como o custo total do crédito. 

O exemplo na tabela em baixo ilustra o impacto que a amortização pode ter no empréstimo. Para uma dívida de 100 mil euros, num empréstimo a 30 anos, pagar antecipadamente 5.000 euros permite baixar em 5% a prestação futura da casa. Na prática são 18 euros a menos por mês. O mesmo acontece ao valor global do crédito, que diminui 8.773 euros. A redução deriva do menor encargo com juros. 

Ao amortizar é preciso levar em conta os custos cobrados pelo banco: 0,5% sobre o capital pago num crédito de taxa variável e 2% se o financiamento for a taxa fixa. 

Partindo do exemplo anterior, uma amortização de 5.000 euros obrigará a pagar 25 euros na taxa variável e 100 euros se o contrato for a taxa fixa. 

Há também prazos específicos para proceder à amortização. O banco tem de ser avisado sete dias úteis antes do pagamento da próxima prestação, nas amortizações parciais, e 10 dias úteis antes de a concretizar, se for total.

Fontes: http://www.jornaldenegocios.pt – http://ocreditohabitacao.blogs.sapo.pt

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